Debate com o fotógrafo de natureza e articulista da Revista Fotografe Melhor, Luiz Claudio Marigo.

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dia 01/setembro - quinta-feira - 19 h.

Tema: A manipulação na fotografia;

Nasci no Rio de Janeiro, em 1950, e me criei entre o mar e a floresta atlântica. Minhas primeiras descobertas da natureza- as incursões que fazia pelas encostas dos morros próximos à minha casa e brincadeiras no mar e nas areias da praia de Copacabana - exerceram uma profunda influência na minha vida e no meu trabalho. Como as tartarugas marinhas, guardamos as experiências da infância no recôndito mais profundo da mente e desejamos voltar a elas na idade adulta. A fotografia de natureza me dá a oportunidade de recapturar as imagens da infância e, quando me perguntam por que escolhi este trabalho, a resposta vem com muita clareza: caminhar nas florestas e nos campos é, para mim, uma necessidade vital- eu preciso fazer isso.

Quando, sorrateiramente, sigo quase sem poder respirar, os macacos, os tucanos ou as pequenas aves nas matas, naquele momento entro em contato com o essencial significado da vida. Isso realimenta o meu espírito e dá sentido à minha existência. É natural que, já        adulto, direcionei  esta necessidade para o trabalho, visando a própria sobrevivência. Tenho, também, plena consciência de que o meu amor à natureza transparece em cada uma de minhas fotos, tornando o meu trabalho missionário na luta pela conservação da natureza e sobrevivência dos    seres que tanto amo e respeito.

O trabalho de Ernst Haas, Eliot Porter e Eric Hosking tiveram a mais forte influência visual sobre mim. Admiro estes fotógrafos como grandes criadores e desbravadores de técnicas e conceitos de fotografia de natureza. Mas, a experiência, mesmo para um fotógrafo, não é apenas visual. A poesia japonesa do haicai, a poesia do indiano Rabindranath Tagore, as obras de Guimarães Rosa e Thiago de Mello "descrevendo" os cerrados e a floresta amazônica, o livro "Walden" de Henry David Thoreau e a música de Debussy e de Villa-Lobos (em especial a Bachiana nº4 e A Floresta do Amazonas) são algumas fortes influências que colaboraram para compor as emoções e sensações que formam o meu "repertório".

Minhas primeiras fotos, com uma câmara totalmente manual do meu pai, foram cenas da cidade e gente nas ruas, com inspiração em Henri Cartier-Bresson. Quando deixei o curso de Economia e, mais tarde o de Filosofia, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, para me dedicar apenas ao que eu gostava de fazer, experimentei algumas cenas no campo e nas florestas. No entanto, a profissionalização levou-me, durante algum tempo, à fotografia comercial de produtos. Felizmente, um trabalho encomendado pela Editora José Olympio- onde minha esposa trabalhava-, levou-me ao Pantanal de Mato Grosso em 1975. Lá, então, a realidade se revelou aos meus olhos! Sobrevoando as planícies inundadase observando tuiuiús, cabeças-secas, garças, cervos e capivaras fugindo à aproximação do avião, percebi que precisava continuar trabalhando assim pelo resto da vida.

 

http://www.lcmarigo.com.br/natureza.htm

http://www.theiepa.org/member/Luiz_Claudio_Marigo/

http://www.youtube.com/watch?v=cdLw5iDa5z4&feature=youtube

 

 

 

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