Palestra com o fotógrafo Keny Su - Fotografia de casamento – Dilema: fotojornalismo ou estilo tradicional:

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Palestra em 2/setembro/2010   
 
Muito se fala em fotojornalismo em casamentos. Poder-se-ia extrair várias definições para esta modalidade e gerar várias polêmicas a respeito disso. Assim, para simplificar as coisas, podemos chamar de fotojornalismo em casamentos, tudo aquilo que não é tradicional, além da espontaneidade.
Entretanto, o que se vê na indústria de fotografia para casamentos, é a utilização deste termo para a convencimento do casal de que, uma vez contratado um trabalho de fotojornalismo espontâneo, não se teria um fotógrafo ao seu lado, toda hora pedindo para tirar fotos.
Trata-se apenas de um apelo comercial, pois, o que o casal pretende ao contratar um fotógrafo para seu casamento, é acima de tudo, o registro documental do dia, com o maior teor artístico possível.
Como defesa de minha tese de que, não existe fotojornalismo absoluto em eventos sociais, cito a revista de maior veiculação no Brasil sobre eventos sociais: revista CARAS. Ou seja, como falar de espontaneidade se 90% das fotos publicadas são posadas?
A resposta reside no fato de que, num casamento existem momentos específicos. Ora tradicionais. Ora jornalísticos. E, ora mistos. Cumpre ao fotógrafo experiente saber diferenciar estes momentos para poder extrair as melhores fotos, sem prejudicar o andamento do evento.
Em vista disso, vi-me na necessidade de aprimorar minha eficácia na sequência de fotos tradicionais posadas, já que o fotojornalismo sempre foi predominante em meu trabalho.
Assim, no ano de 2005, participei em Las Vegas da WPPI (Wedding and Portrait Photographers International), onde fiz o curso com o mestre Doug Gordon, de especialização de 40 fotos posadas em 10 minutos.
Nesta especialização, conheci a anatomia do corpo humano masculino e feminino e como eles “se conversam entre si e se movimentam” de forma harmônica e artística. O resultado desta sequência de fotos impressiona até pintores especializados, pela agilidade e rapidez que se executa.
Isso também não induz dizer que o fotojornalismo não é importante. Apenas que possui momentos e mecanismos de percepção próprios. Por exemplo, costumo monitorar visualmente, até a respiração dos noivos, pois, qualquer oscilação, geralmente é seguida de um sorriso ou uma lágrima. Fotojornalismo puro, no lugar certo e na hora certa.
Concluindo: A cobertura fotográfica de um casamento, é acima de tudo, um registro documental com o maior teor artístico possível, sejam elas tradicionais ou jornalísticas, mas na medida e equilíbrio correto.
 
 
 
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