Grupo Luminous de Fotografia

05/março/2009

Palestra com o fotógrafo publicitário Sergio Valle Duarte

Sérgio Valle Duarte, paulistano, nascido em 1954, é fotógrafo e artista multimídia. Formado em administração de empresas pela Universidade Mackenzie, em 1978, estudou também na Applied Advertising Experimental School, ambas na cidade de São Paulo (1974), e na International Press and Photography Agency, de Londres, em 1976. Destacado fotógrafo de publicidade, desenvolveu igualmente uma produtiva carreira paralela como fotógrafo de expressão pessoal desde 1978, data de sua primeira exposição individual, realizando desde então mais de vinte outras individuais e participado de dezenas de mostras, tanto no Brasil quanto no exterior. Adepto das novas tecnologias, emprega a imagem digital e a eletrografia e faz as vezes acompanhar seus retratos de fios de cabelo dos modelos, para permitir uma eventual futura clonagem. Seus trabalhos estão representados em importantes coleções, entre as quais as do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ; Musée Français de la Photographie; e o Musée de l'Elysée, em Lausanne (Suíça).

"Nenhum escrúpulo pela integridade do reflexo imprimido na película. Ele é invocado apenas como a matéria-prima de um vôo poético sem fronteiras. O resultado são paisagens de uma plasticidade fantástica, situadas mais propriamente nessa tênue margem de separação entre a fotografia e a pintura.

O trabalho de Duarte pertence, sem dúvida alguma, à tradição pictórica do surrealismo e, se há uma crítica que lhe podemos fazer, ela está nessa sua adesão demasiado servil a certos modelos transgressivos cujo impacto já se desgastou à custa da excessiva ênfase. Mas o forte mesmo dessas fotos é a sua fantasia cromática, e é na riqueza desse detalhe que reside a sua originalidade. As cores que retocam as paisagens de Duarte são matizes impossíveis, que desintegram a coerência figurativa das imagens, transportando-as ao domínio dos sonhos ou das demais pulsações do inconsciente. São cores outonais e frias, algo trágicas na sua evocação apocalíptica, que remontam aos cenários ´metafísicos´ de um Chirico, por exemplo".

Arlindo Machado
MACHADO, Arlindo. As fantásticas paisagens dos sonhos. Folha de S.Paulo, 07 set. 1984, p.38.



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