Grupo Luminous de Fotografia

06/junho/2007

Palestra como o fotógrafo Manuk Poladian sobre o seu trabalho.


Manuk Poladian, tem a fotografia em suas raízes, segunda geração de uma família de fotógrafos, seu trabalho não está somente nas fotos sociais, sua paixão por encontrar a melhor luz no melhor momento e no melhor ângulo é uma procura incansável e que a cada dia treina seu olhar.

As fotos autorais de Manuk, fazem sucesso não só no Brasil como em todo o mundo, onde ja foi consagrado em vários concursos e exposições.

 

 

 

Fotografia Painel de um país Guapos cubanos, de Manuk Poladian (Museu da Imagem e do Som, São Paulo) – Automóveis Cadillacs antigos, casarões de linhas admiráveis, decadentes academias de boxe, homens tragando legítimos charutos “habanas”. Nenhum detalhe do cotidiano e do estilo de vida dos cubanos escapou ao olhar lírico do fotógrafo paulista Manuk Poladian. Ele passou 14 dias em Havana. E registrou fotograficamente o que viu. Dos mil e duzentos cliques, 140 estão nessa exposição que traça um rico painel do país do ditador Fidel Castro. Conhecido por suas fotos de casamento (ele já registrou mais de oito mil), Poladian não poderia deixar de fotografar uma cerimônia dessas em Havana – cidade que possui um “Palácio de Casamentos”.

 

 

http://www.manuk.com.br/autoral/autoral.html

http://www.tangran.com.br/galeria6fotos/foto3.htm

 

Abrindo a serie de exposições programadas pela superintendência do Patrimônio Cultural da Assembléia Legislativa para o ano de 2009, foi inaugurada esta semana no Espaço Candido Portinari a mostra " É tempo de Carnaval", reunindo 66 fotografias de Manuk Poladian.

A exposição permanecerá aberta ate 27 de fevereiro, das 9 as 18 horas, diariamente, exceto sábados, domingos e feriados.
Por ocasião da abertura da mostra, à qual compareceram inúmeros convidados, fotógrafos, críticos de arte e parlamentares, o superintendente do Patrimônio Cultural, Emanuel von Lauenstein Massarani ressaltou: "Num momento em que a arte, na pintura e na escultura, passa através de sucessivas reduções, a fotografia indicou de fato a todos que seu caminho não passa por campos estéticos, mas segue antes a linha lógica de um desenvolvimento histórico constante, que a rende protagonista dos vastos processos da comunicação e da pesquisa artística", e prosseguiu: "A fotografia é, na sua substância, um conjunto de procedimentos operativos, não necessariamente finalizados a êxitos artísticos, que possam ser válidos de conformidade com a metodologia seguida e da operação desenvolvida
Manuk Poladian exclui intencionalmente fotografar a realidade com a técnica muitas vezes improvisada da reportagem, para a qual cada imagem é funcional a um desenho global predisposto, sem por isso retirar nada à autonomia criativa da linguagem fotográfica"
Massarani concluiu afirmando: "Poladian prova que a fotografia não pode ser usada como simples instrumento de documentação, mas sobretudo como meio de conhecimento e construção das relações analógicas entre tempo e espaço real, entre a memória da história passada e aquela presente, através das formas e dos significados de seu habitat".
O artista
Manuk Poladian nasceu em São Paulo, em 1938, filho de pais armênios e também envolvidos com fotografia, cinema e laboratório. Desde muito jovem passou a interessar-se pela fotografia, trabalhando na cobertura de casamentos. Atuou também na área jornalística e no cinema, como cameraman e posteriormente como diretor de imagem.
Fez vários cursos no exterior e participou de inúmeros concursos internacionais, obtendo prêmios diversos, entre os quais: "O Prato de Ouro", Bélgica; Prêmio Kiwanis Mousion Reflexo Mundial da Fotografia, Salão Internacional da Coréia (1982); Sibiu Romênia (1982), Salon Zaprozonych na Polônia (1986); Riga Rússia (1982); Foto de Flagrantes na Wedding Professional Phtographers International, Las Vegas (1996).
Seu trabalho esteve em diversas exposições coletivas e individuais, entre as quais, "French Quarter " New Orleans", Li Gallery (1995); "Máscaras e Fantasias de Veneza", MIS; "New York", Casa Fuji (1996); Carnaval Paulista, MIS (1997); "Mulheres", Espaço City Bank; "Cairo", Galeria Imagicas; "Noivas", Prefeitura de Amparo (1998); "Veneza Cotidiano", Casa da Cultura, Curitiba; "Faces do Carnaval", Museu de Arte Moderna-MAM, SP (1999); "Máscara", Shopping Eldorado, SP; "Jazz" e "Postcards of London", Espaço Cultura Inglesa, SP; (2000); "Externas", Galeria Paul Mitchell (2001); "Belezas", Argentina; "Cotidiano de Veneza", Espaço Saraiva (2002); "Homenagem 120 imagens de São Paulo 450 anos", Citibank (2004); "Paris", Aliança Francesa; "Festival da Record 1968, Galeria Mauro Freire, SP (2005); "Guapos Cubanos", MIS, SP (2006); "15 anos da Independência da Armênia", Centro Cultural de São Paulo e Centro Judaico de São Paulo, SP (2007); Bienal Internacional de Roma (2008).
Possui obras em inúmeras coleções públicas e particulares, no Brasil, no exterior e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.

Fonte: http://www.jusbrasil.com.br/noticias/747993/museu-de-arte-manuk-poladian