Grupo Luminous de Fotografia

08/maio/2008

Palestra com a fotógrafa Lair Leoni Bernardoni, de Santa Catarina, autora dos livros “Girasol, Giralua”, “Pinceladas de Luz” e “Asas Azuis, Poema Alado”.
www.lairbernardoni.com.br


A fotógrafa catarinense Lair Leoni Bernardoni, que ganhou notoriedade internacional pelo fascínio de seus “portraits”, lança na Casa das Rosas, no dia 9 de maio, seu terceiro livro dedicado à fotografia e à prosa poética. Com 150 páginas e um conceito gráfico soberano, Asas Azuis Poema Alado terá sua noite de autógrafos, às 19h, entremeada de canções e declamações, em sarau organizado a convite de Fernanda de Almeida Prado, herdeira da sensibilidade e da iniciativa do pai-poeta, Antônio de Almeida Prado.
     “As pessoas costumam dizer que as  minhas pinturas são lindas. E eu  explico que não pinto, eu fotografo. Só preciso de uma luz de janela, como a usada pelos fotógrafos desde os idos do século 19, e da minha Nikon FE  perto do coração. Só ela conhece esse descompasso cardio- lairiano.  Mas a luz  natural é a grande artífice.”  A câmera analógica, é  a mesma usada quando comecei a fotografar, há quase 25 anos, somos apenas coadjuvantes neste êxtase de contemplação, nesta busca pela perfeição que leva a fotografia a ser confundida com uma pintura”, explica a artista, que já expôs nas principais cidades do mundo.
     Autora de Girasol Giralua e Pinceladas de Luz, Lair Bernardoni já protagonizou exposições individuais em Roma, Madri, Paris, Atenas, Viena, Ottawa, Nova York,Waschington, Montevidéu, Buenos Aires e São Paulo, onde foi aclamada no MASP. O currículo incluiu ainda obras no The Image Bank, acervo mundial de imagens, no Museu Francês da Fotografia, e o privilégio de expor no Museu Pablo Neruda, na Isla Negra,no Chile, reduto do maior poeta chileno. O mais admirável é que a vocação, semente de todo esse sucesso, foi descoberta tardiamente, e por acaso.
     
     Ao longo da carreira, primeiro Lair fotografou portraits, impregnando de requinte a essência melancólica de seus modelos. Depois saiu dos retratos  para a paisagem, mas mantendo a figura humana como coadjuvante da cena. Andanças pelo o mundo, carimbando o passaporte em busca de cenários de sonhos, completam as imagens com paisagens Nos três momentos, mesmo diante das facilidades de um processo digital, não abrie mão da câmera vencida colada no peito. “Só fotografo Arte com filmes. Tanto faz 100, 200, 400, 1600 Asa, qualquer recurso, qualquer filme que tiver à mão. O retrato me dá  a notoriedade à fotografia , e  é onde meu trabalho alçou vôo e, felizmente, fez discípulos”, comemora a artista, membro da Academia de Letras e Artes de Santa Catarina.
     Em Asas Azuis Poema Alado, Lair Bernardoni revela  algumas de suas melhores obras em retratos, paisagens e detalhes imortalizados graças a uma simbiose perfeita com o sobrinho, o designer gráfico Guilherme Meneghelli. “Compusemos o livro a quatro mãos. A cada página composta nos vinha um viva de entusiasmo. É um livro para dar ao olhar o que ele busca no tumulto dos dias que se cumprem acelerados”, analisa a fotógrafa que já percorreu quatro continentes em busca de ângulos inéditos. “Sempre viajo com a câmera. Somos uma peça só... Porém nunca estou a trabalho, estou sempre a serviço da beleza”.


“Minha vida com a fotografia tem sido de andanças, travessias, vôos largos, carimbos em diversos idiomas que todavia terminam sempre num lugar comum: a beleza é como o amor e a música: um idioma universal que todos entendem.” Lair Leoni Bernardoni

Asas Azuis Poema Alado, que terá noite
de autógrafos na sexta, 9 de maio, resume as
melhores obras da fotógrafa brasileira – com
carreira internacional – Lair Leoni Bernardoni